
O celular, presente na rotina de milhões de pessoas, pode ganhar uma nova função: tornar-se uma ferramenta para preservar histórias, registrar saberes e manter viva a memória de um território. É essa proposta que chega neste domingo (13) à Comunidade Quilombola Chã dos Negros, na zona rural de Passira, no Agreste de Pernambuco, com a ação formativa gratuita “Olhar ancestral: memória audiovisual com dispositivos móveis”.
Realizada das 9h às 13h, a atividade integra as ações do Comitê de Cultura em Pernambuco, iniciativa do Ministério da Cultura (MinC) e do Governo do Brasil, e convida moradores, artistas, fazedores de cultura e demais interessados a descobrir novas possibilidades de utilização dos dispositivos móveis para a produção audiovisual.
A ideia é fazer da tecnologia uma aliada da memória. Durante a formação, os participantes serão estimulados a utilizar recursos disponíveis no dia a dia para registrar pessoas, histórias, costumes, conhecimentos e manifestações culturais da comunidade.
Mais do que aprender a produzir imagens, a proposta valoriza o olhar de quem pertence ao território. São os próprios moradores que conhecem suas histórias, seus personagens e suas tradições, tornando o audiovisual uma ferramenta de preservação da identidade e de transmissão da memória para as próximas gerações.
A ação será realizada em parceria com os agentes territoriais de cultura Jamile Hiast e Edson Ramos. A formação será conduzida pelo jornalista e multiartista Jefte Amorim, mestre em Extensão Rural e Desenvolvimento Local, doutorando em Educação Tecnológica e professor. Com atuação também nas áreas de literatura, música, teatro, comunicação e produção audiovisual, ele vai compartilhar conhecimentos que aproximam criação, comunicação e cultura.
Ancestralidade que também se dança
A programação terá ainda um encontro especial com a cultura popular da própria comunidade. O Samba de Coco de Roda da Chã dos Negros fará uma apresentação durante a atividade, levando para o encontro a força de uma manifestação cultural ligada às vivências e tradições locais.
A presença do coco de roda amplia o significado da proposta: enquanto o audiovisual oferece novas ferramentas para registrar a memória, a manifestação cultural apresenta, ao vivo, parte dessa história construída e transmitida entre gerações.
O encontro pretende, assim, aproximar tecnologia, ancestralidade e cultura popular, criando um espaço de troca de conhecimentos e incentivando a produção de conteúdos a partir do próprio território.
A participação é gratuita e aberta ao público. A iniciativa também reforça a importância de democratizar o acesso às ferramentas de comunicação e estimular que comunidades tradicionais tenham cada vez mais autonomia para registrar, preservar e compartilhar suas próprias narrativas.
SERVIÇO
O quê: Ação formativa “Olhar ancestral: memória audiovisual com dispositivos móveis”
Quando: domingo, 13 de setembro de 2026
Horário: das 9h às 13h
Onde: Comunidade Quilombola Chã dos Negros, zona rural de Passira (PE)
Participação: gratuita



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